do canhenho de notas de um mago

•29 29UTC Novembro 29UTC 2009 • Deixe um Comentário

o tecto de vidro deixa ver as estrelas e a chuva
as paredes corrediças permitem que a vegetação possa invadir a vida
deslizando sobre os caminhos podemos ir até ao mar pela manhã
e
voltar
pela noite ao bosque

e
há (afirmemos) um meio mais simples de articular o tempo e o espaço
de moldar a realidade
de engendrar sonhos

não
não se trata somente da articulação
e
modulação

toda a expressão é de uma beleza passageira

é
a modulação influenciável
porque
se inscreve na curva eterna dos desejos humanos
e
do progresso
a obra do amanhã será um bom meio para a modificação das condições actuais do tempo
e
do espaço
um meio de conhecimento
e
um meio de acção

tudo será modificável
e
o aspecto alterar-se-á parcial ou totalmente seguindo a tua vontade

não percebeste?… não te preocupes que eu também não.

Notícias poetica/visuais

•29 29UTC Novembro 29UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

coisas soltas ou à solta…

•28 28UTC Novembro 28UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

 

 

 

templo

•28 28UTC Novembro 28UTC 2009 • Deixe um Comentário

… a altura do teu templo é igual à profundidade das trevas

2 visuais 2

•27 27UTC Novembro 27UTC 2009 • Deixe um Comentário

achegas para o teu palco

 

horizonte – corpo

•26 26UTC Novembro 26UTC 2009 • Deixe um Comentário

alphabeto (incompleto)

•24 24UTC Novembro 24UTC 2009 • Deixe um Comentário

… as Letras Sagradas preservam a creença do Ego, desta forma a crença regressa uma e outra vez à mente inconsciente, até que a sua complexidade vence a resistência, o seu significado perde inteligência, mas é compreendido pela emoção…

(Austin O. Spare - sobre o alfabeto do desejo)

alphabeto incompleto do gonçalo mattos (roubado do seu canhenho de notas)

o autor do alphabeto - acção com marionetas

Cascais – por aqui andei… sempre.

•24 24UTC Novembro 24UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

 

 

 

as minhas outras visões de tavira

•24 24UTC Novembro 24UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

 

 

gráficos

•23 23UTC Novembro 23UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

 

do corpo… (sequência2)

•23 23UTC Novembro 23UTC 2009 • Deixe um Comentário

nas mãos

•22 22UTC Novembro 22UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

kaos & fast food

•22 22UTC Novembro 22UTC 2009 • 2 Comentários

nem o porno mais poético faria ressuscitar o teu corpo (ainda que sem rosto) para que actuasses como o pássaro do kaos
mas imagina-te protagonista num guião de película de cinco minutos que decorre numa mítica ilha de piratas fugitivos
flibusteiros que habitam as ruínas de velhos castelos ou constroem cabanas-totem e ninhos de terra

e

tudo
como se fora
um anuncio de comida rápida

poesia visual

•21 21UTC Novembro 21UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

 

 

 

nas tuas mãos escrevi…

•21 21UTC Novembro 21UTC 2009 • 1 Comentário

30 anos de Mandrágora

•19 19UTC Novembro 19UTC 2009 • 1 Comentário

segundo a direcção de “Mandrágora”: - “nestes 30 anos de Mandrágora… Seria nosso objectivo editar um número de “Bicicleta” em suporte de papel.
Esse número contemplaria espaços abertos a artistas nacionais e estrangeiros que connosco têm colaborado.
A nossa proposta implicaria ainda a edição de uma obra dramática de Victor Belém – uma homenagem a este artista plástico nascido em Cascais nos finais dos anos 30 e que tem colaborado com o nosso projecto associativo desde a primeira hora.
O nosso pedido de apoio e colaboração à Câmara Municipal de Cascais não foi satisfeito. Melhor, não obtivemos qualquer resposta da autarquia.
Tal situação impossibilitou a concretização deste projecto editorial.
Mandrágora completa 30 anos de actividade cultural neste mês de Novembro. Completa mais um ciclo…
Jamais, as falhas das instituições impedirão que este colectivo prossiga o seu caminho.
O desenvolvimento do seu projecto estético.”


entrevistas com Manuel Almeida e Sousa e Bruno Vilão (número especial de “Bicicleta” PDF) baixar aqui

O que disse Manuel Almeida e Sousa sobre este projecto com 30 anos de existência:

- Trinta anos de Mandrágora, o que é Mandrágora?

- Mais do que um projecto estético, trata-se de um colectivo informal que jamais teve como proposta a produção de eventos dramáticos ou plásticos de carácter comercial. Trata-se, mais concretamente, de um espaço de experimentação/acção em processo e progresso permanentes.

- No entanto, foram apresentados a público vários projectos…

- O que é, obviamente, não apenas natural como inevitável! Depois de construirmos uma acção em “laboratório”, fica a questão: – Mostra-se ou não?…
Mas, de facto, o objecto é sempre o resultado de uma experiência, de experiências do colectivo, da sua criatividade.

- Há uma fórmula definida nesse processo criativo?

- Não. Muitas vezes limitamo-nos a saltar de e no vazio… Como dizia, num poema, o Cesariny – “acamaradamos” e, num estalar de dedos vem uma ideia – se viável é, prosseguimos.
O Mário (Cesariny), aliás, esteve sempre pronto a colaborar e a apoiar-nos e fê-lo por diversas vezes, tal como o Cruzeiro Seixas e outros maiores do nosso surrealismo, a quem muito agradecemos o apreço em que tiveram este “movimento”.
Mas, retomando: é desta forma que encetamos uma fase em que tudo é brando, estranho, difuso. Então, quando tomamos consciência das “imagens” criadas, apropriando-nos do seu sentido, o que parecia o caos converte-se em acto.
As nossas acções, podemos dizê-lo, rompem de um estado frequentemente ambíguo. E isso permite, a quem está de fora e nos vê, todo o tipo de interpretações.
Apostamos em desafios, no desafio da metáfora do mundo da arte contemporânea.

- Contra-cultura, como se falava nos anos 60?

- A contra-cultura foi deglutida e aproveitada e “dejectada” pelos media e pelo sistema vigente em geral. O “espectáculo do quotidiano” desempenha um papel muito próximo da antropofagia… Devora tudo.
Devora-nos.

- Daí as dificuldades de um projecto experimental com estas características em ser apoiado pelas instituições?!…

- Mandrágora foi já apoiada por instituições de grande prestígio na área da cultura. Deste e do outro lado da fronteira. Além disso temos consciência de que constituímos uma referência para muitos projectos culturais, nacionais e estrangeiros – até já “servimos” para teses universitárias de mestrado.
Se não somos apoiados com regularidade deve-se, quanto a nós, a dois factores, a saber: em primeiro lugar, por nunca termos querido sujeitar-nos à perda de uma real independência; em segundo lugar, porque o diálogo institucional está longe de fluir. Deparamos com muitas barreiras, muitas reuniões, muita burocracia. Para além de não termos vocação para pedintes…

Este nosso país depois de Abril, lamentamo-lo, nunca teve uma política séria para a área da cultura, nem sequer uma definição do que ela possa ser. Nenhum associativismo cultural pode vingar neste deserto… falta-lhe o húmus para se alimentar, para poder ganhar raízes. E é precisamente aqui que reside a razão mais funda do fracasso de algumas democracias, o insuficiente desenvolvimento de um tecido associativo ou cooperativo, devido à permanente precariedade em que se estabelecem e funcionam.
Não se entende, pois, porque “eles” não entendem…

- Uma Mandrágora com 30 anos…

- É, assim, uma Mandrágora nas mesmas condições em que nasceu, mau grado tudo o que foi feito. Sem espaço de trabalho, muitas vezes com reuniões improvisadas à mesa de um restaurante (já não há cafés onde se consiga fazê-lo), com “assembleias gerais” onde calha, com um arquivo histórico de incalculável valor disperso pelas casas dos associados…

- Mas há promessas…?

- De resolução? Nem por isso… Houve. Houve muitas… Muitas promessas. A situação mais caricata foi protagonizada pela Câmara Municipal de Cascais, vai para alguns anos. Num dia, deram-nos uma chave de uma loja, no dia seguinte pediram a chave de volta. Tinha havido um engano…

- Engano…?!

- Isso mesmo. A loja, propriedade do município, havia já sido prometida, disseram-nos, a uma associação de pais e encarregados de educação de uma escola. Claro que uma associação de pais tem mais volume de votos que uma associação cultural, ou eventualmente um senhor ou senhora da confiança partidária de quem gere os destinos autárquicos. Vamos lá saber…

Tudo o que foi referido ao longo desta entrevista daria um excelente filme. Já pensaram em fazê-lo?


- Duvido de que nos dessem um subsídio. Ainda nos arriscávamos a ganhar algum prémio de comédia negra em Cannes e lá ficavam “eles” sem saber se haveriam de nos aproveitar para o país “deles” ou esconder-nos rápida e discretamente.
E longe de nós atrapalhar a vidinha seja de quem for…

um poema-cavalo branco que galopa as minhas veias

•18 18UTC Novembro 18UTC 2009 • Deixe um Comentário

 

bancus (homenagem a a. aragão)

•18 18UTC Novembro 18UTC 2009 • Deixe um Comentário
bancus - de M. A. Sousa - a partir do poema visual de António Aragão

"Bancus" poema visual de M. A. Sousa com base no poema de António Aragão

discordian tarot

•17 17UTC Novembro 17UTC 2009 • 1 Comentário

TAROT DISCORDIANO
as 23=5 lâminas do grande livro

 

Arcanos Maiores

"A Divina" - lâmina primeira a da DEUSA - ERIS

"O Sumo Papa" - lâmina segunda

"O cavalo da discórdia" - lâmina terceira (cavalo de troia)

 

quando o sumo-papal-velocipédico se retirou para a sua meditação transcendental etc. & tal – recebeu das mãos da deusa o grande livro das 23 lâminas (23=5).
(digamos que é uma obra fundamental para qualquer discordiano & não só).
pois.
pois e não só…
o livro é (também) um jogo.
é, muitas vezes, utilizado pelo sumo-papal para as suas previsões celestes.
na realidade trata-se de um excelente tarot adivinhatório com 3 arcanos maiores e 20 arcanos + pequenos (3+20=23) – daí se infere que (23=5).
por sua vez os arcanos mais pequenos estão divididos por 4 naipes e cada naipe em 5 lâminas 5

os naipes:
- discórdia
- kaos
- cavalo de tróia
- fnord

há um 5º naipe secreto… porque o número 5 (por vezes) não deve ser revelado.
pois.
segundo as escrituras, este 5º naipe é constituído por 32 cartas porque… (32=5)
nota: – cada naipe contém cartas numeradas de 1 a 5 – a obra aqui apresentada foi criada por M. Almeida e Sousa e é uma edição da FUNDAÇÃO VELOCIPÉDICA.

 

OS ARCANOS + PEQUENOS

Discórdia:

 

 

 

 

Kaos:

 

 

 

 

 

Fnord:

 

 

 

 

 

Cavalo de Troia:

 

 

 

 

das 7 caixas

•15 15UTC Novembro 15UTC 2009 • 1 Comentário

c_amarela

c_branca

c_vermelha

c_verde

c_azul

c_castanha

c_roxa