Arquivo de Maio, 2010
Les Stupra

Les anciens animaux saillissaient, même en course,
Avec des glands bardés de sang et d’excrément.
Nos pères étalaient leur membre fièrement
Par le pli de la gaine et le grain de la bourse.
Au moyen âge pour la femelle, ange ou pource,
Il fallait un gaillard de solide grément;
Même un Kléber, d’après sa culotte qui ment
Peut-être un peu, n’a pas dû manquer de ressources.
D’ailleurs l’homme au plus fier mammifère est égal;
L’énormité de leur membre à tort nous étonne;
Mais une heure stérile a sonné : le cheval
Et le boeuf ont bridé leurs ardeurs, et personne
N’osera plus dresser son orgueil génital
Dans les bosquets où grouille une enfance bouffonne.
***
Nos fesses ne sont pas les leurs. Souvent j’ai vu
Des gens déboutonnés derrière quelque haie,
Et, dans ces bains sans gêne où l’enfance s’égaie,
J’observais le plan et l’effet de notre cul.
Plus ferme, blême en bien des cas, il est pourvu
De méplats évidents que tapisse la claie
Des poils ; pour elles, c’est seulement dans la raie
Charmante que fleurit le long satin touffu.
Une ingéniosité touchante et merveilleuse
Comme l’on ne voit qu’aux anges des saints tableaux
Imite la joue où le sourire se creuse.
Oh ! de même être nus, chercher joie et repos,
Le front tourné vers sa portion glorieuse,
Et libres tous les deux murmurer des sanglots?
***
L’IDOLE SONNET DU TROU DU CUL
Obscur et froncé comme un oeillet violet
Il respire, humblement tapi parmi la mousse
Humide encor d’amour qui suit la fuite douce
Des Fesses blanches jusqu’au coeur de son ourlet.
Des filaments pareils à des larmes de lait
Ont pleuré sous le vent cruel qui les repousse,
A travers de petits caillots de marne rousse
Pour s’aller perdre où la pente les appelait.
Mon Rêve s’aboucha souvent à sa ventouse;
Mon âme, du coït matériel jalouse,
En fit son larmier fauve et son nid de sanglots.
C’est l’olive pâmée, et la flûte câline,
C’est le tube où descend la céleste praline:
Chanaan féminin dans les moiteurs enclos !
Arthur Rimbaud

revista “bicicleta”
Está para breve a edição da revista “Bicicleta” – uma produção de Mandrágora (Centro de Cultura e Pesquisa de Arte). A nova edição marca, ainda que tarde, a passagem dos 30 anos da associação que nasceu em Cascais em Novembro de 1979.
30 anos de Mandrágora assinalados por artistas nacionais e estrangeiros no corpo de Bicicleta. E ainda, “Frankenstein em Lisboa” do artista plástico Victor Belém numa edição paralela que acompanhará a revista. Os interessados na aquisição, poderão contactar o projecto associativo por mail: mandragorarte@aim.com
Comentários fechados
das mãos (entre mãos)
com o coração entre mãos somos autorizados a ser quem somos ou no que nos transformamos

abandonamos, então e para sempre, as horríveis sombras

com o coração entre mãos… damos lugar às mais belas, amorosas e fascinantes princesas que alguma vez dormiram dentro de nós
ainda que…
no interior das sílabas desta banheira
compreenderás que os teus cabelos permanecem selvagens
ainda que injectados nos sepulcros das libélulas
Comentários fechados
cavacamentos gays
p
pr
pro
prom
promu
promul
promulg
promulga desvios dos políticos
cavaco não quer
cavac ão
o cavamento do país impõe procavemas do cavacano
o cavamemento avegre cavaqueia os covres do estado cavaquês
a cavakultura
cavaca ca sicuavão
e os cavaquinhos do cavaquistão a julgar que os cavaquentos e os dicórquios eram + cavias pgós covres estacais
conselho aos jovens poetas
evitem a poesia como forma de chantagem:
é muito perigoso. a vítima pode contra-atacar com a leitura das suas tragédias incompletas
tão pouco deverão escrever poemas necrológicos em retretes públicas. nesses locais os leitores preocupam-se muito com a liberdade
poemas taurinos, podem provocar manifestações (politicamente correctas)
e os poemas para crianças, podem matar o autor e as crianças
(lido por aí e em “cenas…” nossas)
nas mãos…
e………………………………………………………………..
porque
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as palavras
criam barreiras
ao poema …
















