Arquivo de Julho, 2010

último registo

a poesia está na rua... (imagem gentilmente cedida pelo departamento de turismo grego)

rasgar a carne
e
mexer com a colher todas as imagens num instante

a poesia está na rua
os poetas que fritem – no óleo dos carapaus – os seus sonetos bem comportados

adoramos o cheiro a pólvora

há sempre os que têm medo de não voltar

é
a mente desintegrou-se
transpira-se uma fadiga de mais um ano de trabalho
e
vamos perdendo controlo sobre o pêndulo que transportámos

são os cigarros que marcam o tempo
faltam-nos relógios

depois de teres uma vida cheia de nada, acaba com ela!…

fomos levados pelas férias

deixamo-lhes frank zappa

a nossa bike também navega no “triploV”

e… também se anda de bicicleta no espaço  “triploV” – salvé m. estela guedes!…

a bicicleta invadiu o blog do fernando aguiar (e não só)

cumplicidades…

as nossas saudações ao editor de “o contrário do tempo

e também… o blogue do zé bivar – “aliança cultural

a santissima empilhadora

a santa empilhadora…
… ora a santa empilhadora, quebrou tudo o que lhe fez frente no templo.
foi no algarve. em faro.
um acto poético – “a destruição é, em si, um acto criativo”
já o dizia bakunine
a senhora das bicicletas assumiu a pasta das  empilhadoras
e
deu uma nova dinâmica à nossa santa igreja (até mudamos de nome)
“santa igreja das bicicletas do sétimo dia e das empilhadoras de todos os tempos poéticos”
para a empilhadora, hoje canonizada pelo papa ciclista abu ciclobus, “tudo não passou de uma aventura” – disse
e mais disse:
- a partir de hoje vou actuar como uma verdadeira poetisa. destruirei todos os vendilhões do templo como me foi ensinado nas escrituras…
e
depois de passar o “santo óleo” nas pálpebras… digo; faróis… jamais serei quem sou. e vocês, poetas deste país, apoiem o homem que me guiou nesta cruzada contra os infiéis.


viva a santa guerrilha!
viva a “santa igreja das bicicletas do sétimo dia e das empilhadoras de todos os tempos poéticos”

soltam-se luas

em cada canto da casa há ecos escondidos de mim
e
dos meus sonhos soltam-se luas

devoro-as no teu olhar

the end – fin – fim… quase perfeito

“é evidente que todos os fins não são fins perfeitos. mas o bem supremo constitui, de alguma forma, um fim perfeito.”
Aristóteles

e

é evidente que nos aproximamos do fim

foi uma aventura quase perfeita – mas estava armadilhada desde o primeiro dia.

porque será que os medíocres vão conquistando pontos?… ainda que seja para destruir.


a divina éris

yo pienso que não comecei inspirado
as grandes alturas
da parte inferior do meu coraçón quebraram

é
naquele tempo Dick Cheney e George Bush cometiam o assassinato em massa no
deserto

mas atention
quando vires uma vassoura
respeita-a
pode ser ela – a deusa
uma vassoura pode ser a divina
só os papas da discórdia te poderão dizer se
sim ou não

é
este texto
é
sobre a conspiração Illuminati
que
além de ser não o é. apenas se aproxima.
isso
a sociedade da discórdia não é uma gracinha

são muitas muitas gracinhas como o são os soldadinhos de chumbo
então
o quinto elemento é anarquista
porque está a um quartz da discórdia e a um pixel do kaos
pronto
demasiado perfeito

o povo porém
deve vangloriar-se mais tarde

por favor
dêem-me 2 dias
e
3 minutos para pensar melhor

2+3=23=5

e
5 é o número de Éris

salvé

o deserto

a ausência possibilita a presença…

o não-ser é fonte do ser
amamentemos os desertos

amamentemos set
o que inicia a descida gradual…

da violência poética

o porreto, senhores.... o porreto.

um porreto, qual carreta, qual quê…!

Eu cá oferecia-lhe um porreto, qual carreta, qual quê…! disse o joaquim num comentário ao post anterior. “je suis d’acord…” mas à falta de melhor e, tendo em conta as horas que já tardam… aí vai um novo modelo de transporte (eu sei que o modelo já está fora de moda… mas foi o que se conseguiu) o varapau fica para amanhã ou depois. ou aqui ou nos cornos do animal.

calado estava melhor!…

disse-me um tonto hoje em jeito de ameaça: “Faça Vexa. tumular silêncio…”
ao tratante uma carroça funerária da minha lavra.
olé!

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