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os vídeos de MAE (Museo de Arte Extemporáneo)

nas nossas muitas deslocações a “edita” (encontros de editores independentes) na região de huelva-espanha, conhecemos artistas que marcam presença. que têm marcado presença… um deles destacamos hoje pela sua criatividade, humor e sentido de oportunidade – manuel macià grande animador do projecto MAE. dele apresentamos os vídeos que se seguem:

e este último… uma montagem de manuel macia da performance de mandrágora (no início de maio em punta umbria – acção de manuel almeida e sousa e gonçalo mattos)

informação embrulhada

mais uma vez… em EDITA

que se sente ao viver com um lobisomem?

e

ela só disse: – situação complexa… a minha beleza é um troféu. marcante. a minha carne, a vitima.

com ele é diferente. é solicito. educado. em tudo contrário a um perturbado. ele compreende, como ninguém, a tendência para o suicídio

e

o desejo de viajar de bicicleta…

é ou foi assim que tudo começou… foi há muito tempo. 20 anos. de bicicleta…

os poetas (os da imagem) é que nos interessam. a palavra é exaustiva. cansa.

precisamente.

em 2012, mais um evento. apenas.

edita 2012 foi uma paisagem de desejos e reencontros cimentados há muito. voltámos a encontrar gente que se foi mantendo fiel às utopias em que acreditam. em que acreditamos.

a mail art, o poema visual, a performance, o jogo fonético, o livro de artista e a edição pelo prazer de emprestar a criatividade e a espontaneidade…

a crise e as crises… a mãe de todas as crises jamais nos afectarão

- que se sente ao viver o nosso quotidiano ao lado de um canibal?

nada em absoluto. já estamos habituados. faz parte do nosso percurso.

há os canibais e os outros

e

nós somos os outros.

os canibais jamais nos devorarão.

isso, sentimos cada vez que nos deslocamos a EDITA (desta feita, não de bicicleta – servimo-nos do comboio).

aí, em EDITA (punta umbria – espanha) queimámos uma bandeira

e desenvolvemos  a performance que oferecemos em imagens “mandragorianas” (com gonçalo mattos e m. almeida e sousa)

poetas do algarve na luz de tavira

as noites não são todas iguais. esta teve quatro fazes como a lua

tiago nené dialoga com a fé

e

o vitor… ali tão perto

o tiago, o manel, o rui dias simão, o esteves pinto

e

o braço do zé manel (antes do fado)

“o avanço tecnológico numa sociedade sem ética, a não ser do desenvolvimento e exploração a qualquer preço, torna-se numa ameaça ao mundo natural, à sobrevivência das espécies, inclusive a humana”… terá dito o bivar

e

o pessoal ouve enquanto o vitor se prepara para ler a “bicicleta”

o fadista enrola o seu cigarro (que o tempo não está de feição para luxos)

e

a joana olha para o bivar que parece falar – agora – sobre os poetas algarvios

o vitor lê (na “bicicleta”) o seu texto sobre uma performance de mandrágora em terras algarvias

e… cantou-se o fado

a fé olha sorridente o fim do repasto

fim de noite nas dobras dum cinzeiro

os poetas assoam o nariz nos travesseiros

 

ignoram os naufrágios de bicicletas 

calculam certezas no iluminado torreão

 

a poesia alimentou o estômago

como uma navalha 

como um grito escondido na memória

mas…

bem regada com vinhos a propósito 

a despropósito

 

os poetas a sul 

devoraram saladas

pois…

foi mais ou menos isso

mais para o mais 

que para o menos

e

cantou-se o fado

que o pessoal inté é aristocrata…

disse-o o zé

 

isto foi ontem – amanhã há mais

se der…

 

e

preparamos já o percurso rumo a andaluzia

poesia é movimento…

bicicleta (outra)

bicicletas

um poema dentro da caixa

3 poemas visuais sentados 3 (de m. a. sousa)

ruinas 2

ruinas

um livro

esta a imagem da capa… a do meu livro “eu, tu e o comboio” que será editado no brasil pela “escrituras editora” (www.escrituras.com.br)
este ano……….

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