Arquivo de bicicleta
mais uma vez… em EDITA
que se sente ao viver com um lobisomem?
e
ela só disse: – situação complexa… a minha beleza é um troféu. marcante. a minha carne, a vitima.
com ele é diferente. é solicito. educado. em tudo contrário a um perturbado. ele compreende, como ninguém, a tendência para o suicídio
e
o desejo de viajar de bicicleta…
é ou foi assim que tudo começou… foi há muito tempo. 20 anos. de bicicleta…
os poetas (os da imagem) é que nos interessam. a palavra é exaustiva. cansa.
em 2012, mais um evento. apenas.
edita 2012 foi uma paisagem de desejos e reencontros cimentados há muito. voltámos a encontrar gente que se foi mantendo fiel às utopias em que acreditam. em que acreditamos.
a mail art, o poema visual, a performance, o jogo fonético, o livro de artista e a edição pelo prazer de emprestar a criatividade e a espontaneidade…
a crise e as crises… a mãe de todas as crises jamais nos afectarão
- que se sente ao viver o nosso quotidiano ao lado de um canibal?
nada em absoluto. já estamos habituados. faz parte do nosso percurso.
há os canibais e os outros
e
nós somos os outros.
os canibais jamais nos devorarão.
isso, sentimos cada vez que nos deslocamos a EDITA (desta feita, não de bicicleta – servimo-nos do comboio).
aí, em EDITA (punta umbria – espanha) queimámos uma bandeira
e desenvolvemos a performance que oferecemos em imagens “mandragorianas” (com gonçalo mattos e m. almeida e sousa)
poetas do algarve na luz de tavira
as noites não são todas iguais. esta teve quatro fazes como a lua
tiago nené dialoga com a fé
e
o vitor… ali tão perto
o tiago, o manel, o rui dias simão, o esteves pinto
e
o braço do zé manel (antes do fado)
“o avanço tecnológico numa sociedade sem ética, a não ser do desenvolvimento e exploração a qualquer preço, torna-se numa ameaça ao mundo natural, à sobrevivência das espécies, inclusive a humana”… terá dito o bivar
e
o pessoal ouve enquanto o vitor se prepara para ler a “bicicleta”
o fadista enrola o seu cigarro (que o tempo não está de feição para luxos)
e
a joana olha para o bivar que parece falar – agora – sobre os poetas algarvios
o vitor lê (na “bicicleta”) o seu texto sobre uma performance de mandrágora em terras algarvias
e… cantou-se o fado
a fé olha sorridente o fim do repasto
fim de noite nas dobras dum cinzeiro
os poetas assoam o nariz nos travesseiros
ignoram os naufrágios de bicicletas
calculam certezas no iluminado torreão
a poesia alimentou o estômago
como uma navalha
como um grito escondido na memória
mas…
bem regada com vinhos a propósito
e
a despropósito
os poetas a sul
devoraram saladas
pois…
foi mais ou menos isso
mais para o mais
que para o menos
e
cantou-se o fado
que o pessoal inté é aristocrata…
disse-o o zé
isto foi ontem – amanhã há mais
se der…
e
preparamos já o percurso rumo a andaluzia
frente & costas (uma observação)
no blogue a ruga e a mão um apontamento de francisco soares, que reza assim:
frente & costas, de bicicleta
Comentários fechados
recordando o “segredo revelado”
“O SEGREDO REVELADO”
Muito se tem escrito, falado, especulado, sobre a questão de a Bicicleta ser o verdadeiro Oito, símbolo claro do infinito. E de o Triciclo ser a figura terrena do Oitenta. Vamos clarificar o assunto, descriptar de uma vez por todas o misterio magnum que muitos pensadores, de maneira inteiramente artificial e abstracta, falha de realidade, têm tentado – com que nebulosas intenções? – colar no selim, digamos assim, destes dois bípedes que não são tão maquinais nem animais como alguns querem fazer crer.
O primeiro autor, desnecessariamente pós-moderno, que se debruçou em cima das concepções velocipédicas, da forma nebulosa e entaramelada philosóficamente que lhe era própria, foi o antigo pensador pedestre Edmundo Pedal Carmelo, que numa série, hoje felizmente já esquecida, de trechinhos dados a lume no vespertino “O Chasso”, tentou apresentar a Bicicleta como uma emanação secundária do caldaico Carrinho de Mão, ou mesmo da egípcia Cadeira de Rodas.
Nada mais falso. Nada mais ridículo. Se assim fôsse, como encarar o seu rebento Triciclo? Como uma espécie de composição a partir da grega Trotinete? Por este exemplo se vê quanto o pensamento daquele locubrador era esquipático e inteiramente irrazoável.
A seguir veio um outro cicrano tentar a sua sorte especulativa: refiro-me a Eduardo Guiador, que se pretendeu apresentar como uma espécie de guru dos que nos tempos modernos tentavam de forma aleatória entrar arbitrariamente na Volta a Portugal e mesmo no Tour de France. Este, no tom entre o melífluo e o titubeante que o caracterizava, saiu-se com esta proposição inteiramente estapafúrdia, salvo melhor opinião: “A Bicicleta tem características de tal forma estranhas que, entre nós, mais tarde ou mais cedo alguém lhe colocará um motor a gasolina. Defendo a tese de que, por cá, uma bicicleta terá de ser sempre uma Motocicleta, não temos categoria para mais!”.
A desmentir o raciocinador em apreço, que neste postulado mostrou a sua “falta de pedalada”, verificou-se logo de seguida a entrada em cena do Tandém, geralmente impulsionado por três ou mais entusiastas da circulação adequada. Precisamos de outro exemplo para provar que o indivíduo a que nos reportamos mais uma vez, como sempre, viu curto e viu mal?
Porque a Verdade, verdadinha e sem confusões, é esta: a Bicicleta, o Triciclo e, por último, o Tandém formam uma unidade trina, especular, material e espiritual, absolutamente consistente e inteiramente para além das côxas filosofias dos que não têm verdadeira pedalada que os leve na direcção da Realidade (pedalam em seco).
A Santa Milha seja convosco.
Frei Agostinho D’Etapas”
Comentários fechados
o livro!… (a não comprar)
e…
está aí a nova edição “bicicleta/domador de sonhos” (uma treta bué poética & bué experimental etc & tal).
o autor, por certo, deverá marcar para breve uma conferência à pressa para esclarecer os possíveis compradores da sua divina obra. a última.
chama-se a coisa “frente & costas”
lá dentro – uma peça super dramática de sua graça: “jogos proibidos num campo minado”
e
12 “poemas” 12
o autor de serviço é o manuel almeida e sousa que, segundo o nicolau saião, é um tipo “misto de pirata teatral e de benemérito ciclista das culturas Dada”.
diz, também, o joaquim simões sobre a coisa: – O visível surge do invisível e existe neste e por este. O invisível, por seu turno, existe no visível, alimenta-se dele. Se tudo fosse visível, não poderíamos falar em visível; se tudo fosse invisível, nada haveria que fosse algo para si.
O visível é a forma de consciência do Todo, que, por isso, não é visível nem invisível. Assim, o visível procura encontrar-se no invisível; o invisível, esse é a própria vida do visível. O Universo anima-se pelo que está para além dele.
Uma escultura vive na consciência de quem, vendo-a, a constrói pelas partes visíveis do seu todo, que lhe é invisível. A escultura existe do visível no invisível da consciência. A escultura vive em nós, que, de uns para os outros e com os outros, nos tornamos visíveis, aos poucos, do invisível de que nos formamos.
A linguagem fala pelo silêncio e do silêncio que a permite. Aponta, une, relaciona, descreve, desdobra-se e aponta para si mesma no não-dito.
As costas sugerem a frente, exigem-na; a frente faz suspeitar das costas, procurá-las. No perfil está e não está tudo, vê-se e não se vê tudo.
Esta colecção faz-se perfil na sua orientação gráfica. No resto é Frente e Costas, Frente e Costas, Frente e Costas… Como todos nós.
querem queimar 23 exemplares da “bicicleta”

o papa bactriaciclica XVI está louco!!!?.... vai queimar as nossas sagradas revistas. temos de actuar e já! a revolta segue a todo o vapor!!!!!
a indignação do mundo ciclista pela iniciativa do papa bactriaciclica XVI de queimar 23 revistas “bicicleta” (23=2+3=5), materializou-se ontem em tavira e outras 23 cidades do país. os manifestantes ameaçaram, mesmo, atacar bases militares do território.
em faro, pelo menos 10.000 manifestantes – liderados pelo sumo cardinal dr. bivar – participaram nos protestos à saída do templo ciclista (depois de ouvido o sermão que celebrou o primeiro dia do jejum da grande corrente).
na sequência desta acção popular, um dos manifestantes foi transportado de urgência para o hospital da cidade e vários ficaram feridos ao tentarem, com fundas artesanais, apedrejar um templo ciclista ortodoxo.
uma viragem de opinião de última hora não foi descartada… já que o tristemente célebre papa bactriaciclica XVI condiciona, agora, a sua fanática queima de exemplares da revista “bicicleta” a um encontro com o grandessissimo sacerdote alcor X (responsável pelo projecto de construção do centro cívico ciclista no lugar das duas maçãs de éris na zona zero).
com efeito, o papa bactriaciclica XVI pretende que o centro cívico não seja – aí – construído. o seu desejo é que, como qualquer ortodoxo, sobre as ruínas das bicicletas gémeas nada floresça…
segundo o papa bactriaciclica XVI (em conferência de imprensa e à pressa) o gradessíssimo sacerdote alcor X enviou-lhe, há momentos, um sms que rezava assim: “looool pq essa cena. tá se bem. o centro vai p lugar das 5 maçãs =) <3 (.)”
frente… & costas
frente… & costas é um novo projecto editorial BICICLETA/DOMADOR DE SONHOS…
acções poéticas e livros de artista… (coisas com tempero picante qb e fora dos circuitos instituídos)
o primeiro número (com leitura de frente para as costa e das costas para a frente) contará com uma peça dramática/poética (da frente) e poemas visuais (a partir das costas)… os originais são mesmo originais…!
desejam-se bons casamentos poéticos para as edições que hão-de vir – o primeiro entrará dentro de dias na oficina gráfica
da peça dramática (uma cena):
chove. entram Gonk e Berg com chapéus de chuva. um pássaro cruza a cena. ouve-se um cântico, segue-se um tiroteio… os dois actores lançam-se ao chão. rastejam com os guarda-chuva abertos à sua frente. uma oração religiosa em ritmo alucinante.
Gonk (aflito) – iber ull y sico roll.
Berg (no mesmo tom) – right ull. ull… ull…
Gonk (gritando) – aos ia tica!?…
Berg (mais calmo, como se dominasse a situação) – elo sable el gen entos.
Gonk (gesticulando) – …la erza ade.
na ente comple erso, a rando turas…
(olha para todos os lados – medo)
e son erentes tes, tes…
Berg (indicando um dos lados da cena) – a erza olvo.
Gonk (evitando seguir na direcção indicada) – se en tra. ente za vital, ana…
Berg (cortante) – te cia za!…
Gonk (perplexo) – a ente?
Berg (empurra Gonk na direcção que antes indicara) – za gante. za gante!…
Gonk (conformado) – tes de ver na ario, ber tes de ver…
Berg (preocupado) – dad. es ario ga.
(uma grande explosão. a cena escurece.)
da poesia visual (um poema):
Comentários fechados
parábola da santa mãe das bicicletas
a produção religiosa dos adeptos ciclistas é um escândalo que não deve ser combatido por adolescentes suicidas.
há quem diga que esta instituição se tornou radical e os atropelos sucedem-se.
que eles (ciclistas) recorrem ao uso de fármacos como solução final para a intuição do sagrado…
- mmmm!… mas isso, não está nas escrituras?…
- claro.
e
as conexões bulem com o cimentar de uma cultura pós-moderna, com os restos do posthistoricismo, o desleal…
bem!…
é isso mesmo.
entrementes, abro o caminho deste estado selvagem, o das ternuras e concluo:
- é no ver, no ler e no escutar de outra maneira… que nos tornamos tão especiais – to be alone with Me
sobre as nossas costas, carregamos um compromisso moral e político… será isto um desafío à autoridade? cremos que sim e não. não e sim… ou ainda; sim e sim.
e…
não e não (para quem prefere jogar com as negativas).
hoje necessitamos de um novo movimento virado para o virtual – ontem ainda andávamos de camelo e, no meio do deserto, foi-nos revelada “a santa roda” tão vital e profunda como foi a nossa experiência punk… e para os punk que nos conheceram, na altura, foi algo de analógico.
- espera!… mas isso, não está nas escrituras?…
- claro.
Supomos, mesmo, que este novo movimento massivo e massificador, que necessitamos, terá uma orientação tecnológica ou não. se não, não o terá. se sim, terá…
apetece perguntar: – que ocorre, hoje em dia, no mundo?
e
logo em seguida, responder: – cremos ser esse ideal de muita presunção e mesmo distorcido… pois qualquer abordagem religiosa que tenteis compreender…
não. não tenteis compreender, dificilmente percebereis o conteúdo desta parábola.
- mas… ouve lá!… isto… é mesmo uma parábola?…
- é evidente.
- ah! pois é.
bom… não sabendo o que motivou o comportamento dos discípulos… ficamos a saber, porém e pela primeira vez, que se está a tentar entender o fenómeno desde dentro.
desde dentro…
da nossa grande igreja, claro!
e
é por isso que preferimos criar uma situação na qual o fiel da nossa balança chegue a relações intimas com um outro (fiel, entenda-se), esse outro… acabará por cometer o mesmíssimo acto.
ficaram com boa impressão das nossas teses philosóphicas?
esperemos bem que sim.
que a santa roda vos acompanhe
que o sagrado triciclo vos divirta
e
que o selim santificado ampare as vossas nádegas numa pedalada em demanda de mais esta cruzada (em busca da santa manete perdida)
bem haja, quem por bem vier!
Comentários fechados
a nossa bike também navega no “triploV”
e… também se anda de bicicleta no espaço “triploV” – salvé m. estela guedes!…
Comentários fechados
a bicicleta invadiu o blog do fernando aguiar (e não só)
cumplicidades…
as nossas saudações ao editor de “o contrário do tempo“
e também… o blogue do zé bivar – “aliança cultural“
Comentários fechados
bicicletas santas
as nossas edições são santas e republicanas
nem mais…
ah!… por vezes também são poéticas. só às vezes.
da grande igreja discordiana das bicicletas (parábola)
o universo e a vida tal como os conhecemos têm sido alvo de grandes especulações…
grandes académicos e eminentes teólogos das mais diversas igrejas têm atravessado o deserto da verdade (c’est ça) em busca da dita.
jamais a encontraram.
mas para quê tanta procura?…
pela simples razão que desconheciam (desconheceram sempre) que nós – a grande igreja velocipédica, mais conhecida por “grande igreja das santas bicicletas do 5º dia e dos 23 apóstolos sagrados” – há muito que guardamos o grande pergaminho da verdade no nosso templo.
e a verdade, a grande e total, acaba de chegar…
temos a chave da revelação (ou seja, o pergaminho II que contém os opúsculos 6, 7, 8, 9 e 0), foi-nos entregue pela grandessíssima senhora das bicicletas que desceu à terra para uma visita histórica.
a nossa igreja é, pois, a única que poderá contribuir para uma nova etapa. a que alterará os ventos do conhecimento e, como será lógico, a historia da humanidade.
na “grande igreja das santas bicicletas do 5º dia e dos 23 apóstolos sagrados” poderás, livremente, optar por cargos sacerdotais como: reverendo, monge, sacerdote ou mesmo papa (neste momento só temos papas – para quê ser monge se podes ser papa? perguntam-nos. fartam-se de perguntar).
portanto e como dizíamos, a grandessissima senhora das bicicletas acaba de nos entregar em mão a gradessíssima revelação contida no “Sagrado Pergaminho II”, uma súmula do sapiente e do transcendental – também conhecida pelo nome santo da alfarroba (é, existe a “confraria da alfarroba” que até andou no facebook. depois curou-se e tem um templo cor-de-vinho).
ora as sagradas escrituras são, segundo técnicos especializados, muito eficazes para que os fiéis possam exigir provas de fé ou negar uma prova de fé quando exigida. mais:… o fiel da nossa igreja compreenderá – através da sua leitura – que poderá executar funerais, declarar guerra santa contra qualquer coisa ou pessoa, colectar ou branquear dinheiros e bens para a “grande igreja das santas bicicletas do 5º dia e dos 23 apóstolos sagrados” ou mesmo para seu próprio proveito e, claro, realizar rituais de destruição contra figuras proeminentes e simbolos de poder.
há também o “Grande Livro do Plano Superior” que se esconde todos os dias no “santo baú”, terá sobrevivido ao grande dilúvio… pois, esse não interessa porque se escreve com maiúsculas e foi revelado à pressa para despistar os inimigos da nossa fé. sobretudo alguns poetas laureados com prémios da bic-poema-clube.
ora os laureados são nossos inimigos figadais.
e porquê?
perguntarão vocês.
e nós responderemos com uma parábola.
aí vai a parábola:…
o profeta da santa roda cremalheira atravessou o deserto porque o deserto era seu e o percurso nos desertos é sempre sagrado como tudo o que diz respeito às coisas ciclistas etc & tal como será lógico nestas situações onde o sagrado se torna visível e visível se mostrou uma caneta bic e como é sabido pela leitura dos documentos secretos da nasa as canetas bic são extremamente perigosas porque captam os pensamentos humanos e transmitem esses pensamentos aos alienígenas a prova disso é o logotipo das canetas que é um pequeno alienígena a esconder uma caneta
é isso mesmo
e se não acreditam à primeira basta olhar ao vosso redor há sempre uma caneta bic mui próximo de nós elas reproduzem-se e mudam de lugar sem nos apercebermos
onde está a minha caneta bic que deixei na cozinha
há pois está na mesa da casa de jantar
e como foi lá parar não sabemos mas o que acontece é que os alienígenas que tudo controlam mandam mensagem pelas canetas bic e nós ficamos com a ideia que deixámos o objecto na mesa da casa de jantar
ora os alienígenas controlam o bic-poema-clube e todos os poetas laureados
uma praga
antes de tudo é preciso muito cuidado mais ainda com as bic laranja e as bic com cargas de várias cores para além das “gillettes” descartáveis da bic as gillettes descartáveis da gillette nem por isso e pelo sim pelo não o profeta da santa roda cremalheira recusa-se a fazer a barba
pois
e como dizia a escritura que ele escreveu com a mão guiada pelo pensamento da grandessíssima senhora das bicicletas devemos fugir também dos activistas do bic-poema-clube que podemos identificar à distância com alguma facilidade
vemos um gajo que não se ri do mais espectacular disparate e perguntamos és poeta ele responde logo que sim e que tem prémios do bic-poema-clube
e pimba
é controlado por um alienígena inimigo da “grande igreja das santas bicicletas do 5º dia e dos 23 apóstolos sagrados”
os originais do “grande e sagrado pergaminho I e II” estão num lugar secreto mas podem ser consultados via páginas web só pelos iniciados porque só a eles se dará a chave disse a grandessíssima senhora das bicicletas porque ela quer que os seus sacerdotes e papas estejam atentos aos jogos florais do país para denunciar o controlo de alienígenas e de outros inimigos da humanidade e isto porque a grandessíssima senhora das bicicletas teve um trabalho de loucos para criar a santa desordem e a preguiça dos homens e vieram as canetas bic para controlar tudo
a grandessíssima senhora das bicicletas como é natural não está contente e a grande deusa éris muito menos porque a deusa éris distribuiu maçãs da discórdia aos homens para que a guerra de tróia se fizesse nessa altura porque os gregos estavam a criar a ordem através das primeiras canetas experimentais
só depois surgiu a poesia experimental mas isso foi por causa da construção de amuletos e filtros que serviram as bruxas e magos para controlar a vontade dos deuses mais correctos politicamente
pois
isso é outra história que faz parte doutra escritura sagrada
o que nos interessa agora é a parábola e a parábola acaba aqui porque a deusa éris está extenuada e vai deitar-se no seu colchão de penas
como todas as parábolas esta é visível porque não está exposta ao olhar do homem comum se estivesse invisível estaria exposta
é
não sei se perceberam mas pouco importa
obs: muita atenção ao próximo comunicado da “real academia superior de estudos patafísicos”
Comentários fechados





















































