Arquivo de gonçalo mattos
mais uma vez… em EDITA
que se sente ao viver com um lobisomem?
e
ela só disse: – situação complexa… a minha beleza é um troféu. marcante. a minha carne, a vitima.
com ele é diferente. é solicito. educado. em tudo contrário a um perturbado. ele compreende, como ninguém, a tendência para o suicídio
e
o desejo de viajar de bicicleta…
é ou foi assim que tudo começou… foi há muito tempo. 20 anos. de bicicleta…
os poetas (os da imagem) é que nos interessam. a palavra é exaustiva. cansa.
em 2012, mais um evento. apenas.
edita 2012 foi uma paisagem de desejos e reencontros cimentados há muito. voltámos a encontrar gente que se foi mantendo fiel às utopias em que acreditam. em que acreditamos.
a mail art, o poema visual, a performance, o jogo fonético, o livro de artista e a edição pelo prazer de emprestar a criatividade e a espontaneidade…
a crise e as crises… a mãe de todas as crises jamais nos afectarão
- que se sente ao viver o nosso quotidiano ao lado de um canibal?
nada em absoluto. já estamos habituados. faz parte do nosso percurso.
há os canibais e os outros
e
nós somos os outros.
os canibais jamais nos devorarão.
isso, sentimos cada vez que nos deslocamos a EDITA (desta feita, não de bicicleta – servimo-nos do comboio).
aí, em EDITA (punta umbria – espanha) queimámos uma bandeira
e desenvolvemos a performance que oferecemos em imagens “mandragorianas” (com gonçalo mattos e m. almeida e sousa)
ainda em tavira (fracções)
aspectos da acção de gonçalo mattos na performance em processo nos II encontros de arte contemporânea algarve-andaluzia (15 de outubro de 2011) – quartel da atalaia em TAVIRA
projecto de “mandrágora” com: m. almeida e sousa e gonçalo mattos
itinerários dramáticos
imagens de gonçalo mattos
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ver-te adormecido
no local do drama
tu
menino com pássaros nos cabelos
roubas imagens ao mar
e
há, dizem, gente interessada nisso
o catapultar de uma câmara
ergue os teus doces olhos
e
o sal das tuas lágrimas
desembarca na tua ilha
ao ritmo
do fumo dos nossos cigarros
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