Arquivo de mandrágora
“Era uma vez 2 histórias de uma só vez” no Teatro Ibérico!…
uma produção de Mandrágora
Com: Eunice Correia, Gonçalo Mattos e Ricardo Oliveira


Encenação de: Manuel Almeida e Sousa
Era 1 vez 2 histórias de 1 só vez – o espectáculo de mandrágora estará em cena no Teatro Ibérico nos dias 26 de maio e 2 de junho (pelas 17:00 horas).
oportunidade para levar as crianças ao teatro > Teatro Ibérico – Rua de Xabregas 54 1900 Lisboa
clicar aqui para ver mapa da google (do Teatro Ibérico)
mais uma vez… em EDITA
que se sente ao viver com um lobisomem?
e
ela só disse: – situação complexa… a minha beleza é um troféu. marcante. a minha carne, a vitima.
com ele é diferente. é solicito. educado. em tudo contrário a um perturbado. ele compreende, como ninguém, a tendência para o suicídio
e
o desejo de viajar de bicicleta…
é ou foi assim que tudo começou… foi há muito tempo. 20 anos. de bicicleta…
os poetas (os da imagem) é que nos interessam. a palavra é exaustiva. cansa.
em 2012, mais um evento. apenas.
edita 2012 foi uma paisagem de desejos e reencontros cimentados há muito. voltámos a encontrar gente que se foi mantendo fiel às utopias em que acreditam. em que acreditamos.
a mail art, o poema visual, a performance, o jogo fonético, o livro de artista e a edição pelo prazer de emprestar a criatividade e a espontaneidade…
a crise e as crises… a mãe de todas as crises jamais nos afectarão
- que se sente ao viver o nosso quotidiano ao lado de um canibal?
nada em absoluto. já estamos habituados. faz parte do nosso percurso.
há os canibais e os outros
e
nós somos os outros.
os canibais jamais nos devorarão.
isso, sentimos cada vez que nos deslocamos a EDITA (desta feita, não de bicicleta – servimo-nos do comboio).
aí, em EDITA (punta umbria – espanha) queimámos uma bandeira
e desenvolvemos a performance que oferecemos em imagens “mandragorianas” (com gonçalo mattos e m. almeida e sousa)
danças (surrealistas)
7 “frases corporais” – de gonçalo mattos
&…
outros grafismos
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nos 31 anos de mandrágora
mandrágora – um projecto nascido em Cascais no ano de 1979 tem desenvolvido acções nos campos do espectáculo, da performance e das artes plásticas para além de planos concretos na área da edição.
Mandrágora completou hoje (20 de Novembro) 31 anos de vida cultural activa… o projecto – hoje – não respira a saúde de outrora… mas irá cumprir, por certo, mais uma viagem.

cena do espectáculo "uma carta para branca neves perdida no comboio correio" - produção de mandrágora

rita penim numa cena de "a mandrágora" - espectáculo de mandrágora a partir do original de nicolau maquiavel
No passado ano – nas comemorações do seu 30º aniversário – foi dito isto na imprensa:…
“Mais do que um projecto estético, trata-se de um colectivo informal que jamais teve como proposta a produção de eventos dramáticos ou plásticos de carácter comercial. Trata-se, mais concretamente, de um espaço de experimentação/acção em processo e progresso permanentes…”

a revista "bicicleta" tem sido um dos projectos de mandrágora com impacto dentro e fora da fronteira - nela têm colaborado artistas nacionais e estrangeiros
… “O objecto foi sempre o resultado de uma experiência, de experiências do colectivo, da sua criatividade… Muitas vezes limitamo-nos a saltar de e no vazio… Como dizia, num poema, o Cesariny – “acamaradamos” e, num estalar de dedos vem uma ideia – se viável é, prosseguimos…”
Um novo espectáculo está na forja.
Será cumprido!
recordando arteséries II (Faro)
A acção de
Mandrágora
homenagem a Mário Cesariny de Vasconcelos em Faro
projecto/acção construído para “ArteserieS” (Faro – 2009) por Mandrágora – actuantes: gonçalo mattos e manuel almeida e sousa
autografia
sou um homem
um poeta
uma máquina de passar vidro colorido
um copo uma pedra
uma pedra configurada
um avião que sobe levando-te nos seus braços
que atravessam agora o último glaciar da terra
o meu nome está farto de ser escrito na lista dos tiranos: condenado
à morte!
os dias e as noites deste século têm gritado tanto no meu peito que
existe nele uma árvore miraculada
tenho um pé que já deu a volta ao mundo
e a família na rua
um é loiro
outro moreno
e nunca se encontrarão
conheço a tua voz como os meus dedos
( antes de conhecer-te já eu te ia beijar a tua casa )
tenho um sol sobre a pleura
e toda a água do mar à minha espera
quando amo imito o movimento das marés
e os assassínios mais vulgares do ano
sou, por fora de mim, a minha gabardina
e eu o pico Everest
posso ser visto à noite na companhia de gente altamente suspeita
e nunca de dia a teus pés florindo a tua boca
porque tu és o dia porque tu és
a terra onde eu há milhares de anos vivo a parábola
do rei morto, do vento e da primavera
Quanto ao de toda a gente – tenho visto qualquer coisa
Viagens a Paris – já se arranjaram algumas.
Enlaces e divórcios de ocasião – não foram poucos.
Conversas com meteoros internacionais – também, já por cá
passaram.
Eu sou, no sentido mais enérgico da palavra
uma carruagem de propulsão por hálito
os amigos que tive as mulheres que assombrei as ruas por onde
passei uma só vez
tudo isso vive em mim para uma história
de sentido ainda oculto
magnifica irreal
como uma povoação abandonada aos lobos
lapidar e seca
como uma linha-férrea ultrajada pelo tempo
é por isso que eu trago um certo peso extinto
nas costas
a servir de combustível
e é por isso que eu acho que as paisagens ainda hão-de vir a ser
escrupulosamente electrocutadas vivas
para não termos de atirá-las semi-mortas à linha
E para dizer-te tudo
dir-te-ei que aos meus vinte e cinco anos de existência solar estou
em franca ascensão para ti O Magnifico
na cama no espaço duma pedra em Lisboa-Os-Sustos
e que o homem-expedição de que não há notícias nos jornais
nem
lágrimas à porta das famílias
sou eu meu bem sou eu
partido de manhã encontrado perdido entrelagos de incêndio e o teu retrato grande!
Mário Cesariny de Vasconcelos
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
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arteséries – faro (recordando)
Mandrágora
em
ArteserieS
(performance de bruno vilão, m. almeida e sousa e gonçalo mattos)
Faro 9 de maio de 2009
um projecto que escorre alegremente à margem do instituído.
a proposta era arte
e
a arte foi cumprida sem medalhas nem comendas.
a arte foi, como deve ser, um grito independente.
e
as acções
sucederam-se
envolveram-se
aventuraram-se
por territórios de espanto e muito improviso
estar em faro na qualidade de fazedor de coisas – para uns
ou de alucinado – para outros
deu gozo
muito
sobretudo porque partilhei o espaço de acção (palco) com pessoas de quem gosto e muito considero
todos eles
ArteSerieS – assim baptizada pelo bivar – cumpriu
e
o próximo combóio é para apanhar no cais do sodré.
au revoir algarve!…
que vou até tavira.
manuel de almeida e sousa
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bicicleta sai esta semana!…
a revista de Mandrágora, sai da gráfica esta semana. este projecto editorial, cuja direcção está a cargo de Bruno Vilão, conta com a participação de artistas nacionais e estrangeiro e, ainda que tardiamente, assinala a passagem dos trinta anos de actividade cultural de MANDRÀGORA – um projecto associativo nascido em Cascais no ano de 1979.
paralelamente será lançada a peça dramática “Frankenstein em Lisboa” do pintor VICTOR BELÉM – “Este texto de Victor Belém foi apresentado por “Mandrágora” em Maio de 1982 (estreia na Sociedade Portuguesa de Autores – Lisboa). “Frankenstein em Lisboa” é, portanto, a segunda produção teatral desta associação … Contou com a encenação de M. Almeida e Sousa e com a participação de: Graça Serra, Nuno Artur Silva, Fernando Vendrel, Miguel Nunes e Ricardo Coutinho.”
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