da arte da performance


Ao viver sentimos que cada momento, cada instante,é fugaz. Quando construímos uma acção a partir das nossas vivências, também ela será fugaz, efémera… Na proposta tudo passa pela recriação do instante, ou pela sua imagem, a criação de uma acção, sem a intenção de outra coisa que não a acção em si mesma.As vivências são, pois, a matéria prima e a criação é elaborada a partir de imagens (memórias). Tais imagens passam e a intenção será apreendê-las num “espaço-matéria”, de forma a que todos os momentos efémeros não o sejam tanto e não nos escapem com facilidade.

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Os materiais são, tal como as acções, efémeros – ao passar pelo objecto abandonado na rua vem-nos à ideia a sua utilização na acção. Porém, se o não guardarmos, no dia seguinte ele foi levado para a lixeira.
A acção criada num palco ou num espaço pictórico é tão fugaz como o objecto que encontrámos na rua… o seu fim será necessariamente uma lixeira uma grande lixeira.

Dessa acção fica-nos apenas um “souvenir” para o álbum de família.


imagem: performance de bruno vilão e gonçalo mattos – Faro (ArteserieS) 2009

2 thoughts on “da arte da performance

  1. Vi isto!… No panteão nacional!… Sem sombra de dúvida, das melhores acções performativas que por lá estiveram.
    boa acção
    bom som…
    parabéns à mandrágora!
    parabéns aos performers envolvidos!…

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