estado + ou – estável


o último poema gráfico

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3 thoughts on “estado + ou – estável

  1. A poesia existe no espaço. O gráfico é escopo que a individualiza e plastifica. Não há última nem primeira. Se isso acontecesse, nunca saberíamos qual a entrada e qual a saída de cena do poema .

  2. Pois… Mas:… “A poesia visual resulta da intersecção entre a poesia e a experimentação visual. Sendo a tipografia um meio visual por excelência é, no entanto, pela subordinação à fonética silábica ou alfabética, que o seu uso se universaliza e impõe. Contudo, a dimensão visual da tipografia nunca se desvaneceu por completo, apesar de subalternizada ao texto (ou à ideia que o uso atribui ao texto). Convém ter em conta que a escrita alfabética é relativamente recente, e que muito antes dela já se estabelecia a comunicação por imagens. Percorrendo a história das imagens produzidas pelo homem, encontraremos quase sempre paralelamente escrita e imagem, sendo muitas vezes uma a outra. ” – disse o prof Jorge bacelar no seu estudo sobre poesia visual.

    Entrementes Alberto Pimenta disse: “(…) Eu, apesar de não saber também o que essa palavra significa, não faço a pergunta.
    Não, porque saber o significado não me resolve nenhuma questão. O significado é
    paragem no tempo, e a questão é justamente o movimento. Porque poesia durante muito
    tempo parece que foi sonoridade, ritmo sonoro obtido com palavras; só muito mais tarde
    se tornou sobretudo escrita e, depois disso ainda, imagem criada a partir de palavras
    escritas: ritmo visual. Esta evolução dá naturalmente que pensar. (…)

    Alberto Pimenta, Acerca da poética ainda possível, in Poemografias: perspectivas da poesia visual portuguesa, Fernando Aguiar; Silvestre Pestana (orgs.), Ulmeiro, Lisboa:1985, p.31

  3. E… (já agora) Se a “poética é movimento”, esse aí em cima estrebuchou, desenhou movimentos circulares, pendulares e, finalmente… Aprumado.

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