4 marionetas 4


a obra do amanhã será um bom meio para a modificação das condições actuais do tempo
e
do espaço
um meio de conhecimento
e
de acção

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8 thoughts on “4 marionetas 4

  1. Gosto de marionetas, sempre gostei por darem a ideia do que somos neste universo. mais do que controlarmos o que quer que seja, somos manipulados por algo que nos transcende e nos transforma em marionetas…. muitas vezes visionárias. Gosto das duas primeiras, não tentos das duas últimas. A última não gosto mesmo por dar a ideia de tantos narcisos que por aí andam à procura de um rosto que não têm. A penúltima não gosto por nada me suscitar. Gosto do braço com camiola preta que apresenta as marionetas à janela. A não existir o braço não existiam as marionetas, logo, não há marionetas sem o “marioneteur”. A criatividade eis o que gosto.

  2. Eu cá, também gosto de marionetas… E por acaso, gosto mesmo da última… Sou – com efeito – um narcisista assumido. ah ah ah… Se não começarmos por gostar de nós próprios, como poderemos gostar dos outros? Ainda que marionetas?… O cristianismo com a paranóia de contestar a beleza que transportamos connosco (culto próprio de “pagãos”), deu a volta a muitas cabeças… incluindo as que reivindicam uma esquerda. Sim, o nosso corpo é um templo!…

  3. Nunca fui apreciador de “bonecos”… Nem em criança. Mas estou plenamente de acordo com o Diogo… aliás a mentalidade das esquerdas não difere muito da mentalidade cristã… Uns têm orgulho em ser proletários e os outros de ser escravos. Em termos moralistas são iguais… E essa nova esquerda (dita em bloco) são do pior… têm, todos eles, um medo terrível do corpo.

  4. Isabel Castro:
    Não gosta de Narciso? Ok!, chame-lhe Evaristo…
    Mas, já agora, porque é que não pensou no, também helénico, “conhece-te a ti mesmo”? Ou na auto-análise freudiana, no subconsciente…? No próprio surrealismo, entendido como busca do significado oculto da existência, segundo Breton?
    Sem marioneteu, não há marionetas? Pois. Mais uma razão para lhe buscar o rosto.
    Ná, Isabel, intelectualismos estragam o pensamento. Deixe lá o Evaristo, que eu, por mim, nada tenho contra os honestos narcisismos. E os outros, não são para aqui chamados.

  5. Diogo B.:
    Que o nosso corpo é um templo de adoração a Deus, disse-o o Cristo. Por isso, e não só, foi considerado blasfemo e condenado.
    Então, como é?! O que estará em questão será o cristianismo ou a cristandade, no seu conjunto (com as sempre honrosas excepções, é claro)?

  6. J. Tavares:
    O orgulho de ser escravo está, inicialmente, ligada ao facto de o cristianismo ser uma bomba no interior do sistema social e político romano. Ao afirmar a existência de um único Deus, destruía a teologia repressiva do império, retirando os atributos divinos que sustentavam o imperador; e, enquanto o afirmava, afirmava também a igualdade de todos, homems e mulheres, note!, perante Deus, o que significa proclamar princípios radicalmente subversivos da sociedade romana. O cristianismo foi a religião anarquista que trouxe esperança aos escravos de uma futura verdadeira revolução: aquela que não se limitava a perpetuar uma ordem vigente, não apenas em Roma, mas também entre os povos dos quais provinham. Os escravos transformaram, assim, a sua condição em símbolo da libertação. O sucedeu nos trezentos anos que se seguiram à chegada dos primeiros cristãos à capital do império é que a chave da questão. Para desfazer a vulgata histórica adequada à educação do bom povo.

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