os regicidas


A comissária das Comemorações do Centenário da República afirmou (segundo a imprensa) que o regicídio não consta da celebração do centenário…
o “politicamente correcto” e o medo de ferir as susceptibilidades da igreja e das forças mais conservadoras da sociedade portuguesa impõem o silêncio.
nós, porém, prestamos a nossa homenagem aos dois homens que abriram caminho à mudança – Alfredo Costa e Manuel Buíça.

em cima: manuel Buíça - em baixo: Alfredo Costa. tratamento de imagem MAS

“Se os senhores representantes da Nação mais uma vez nos votarem ao olvido, resta-nos a certeza de que os marmeleiros ainda crescem nos pauis” – escrevia Alfredo Costa em 1903

Aquilino Ribeiro referindo-se a Alfredo Costa, na sua crónica “atentado de 1 de Fevereiro”, escreve: – “Na loja maçónica a que pertencia tornou-se proverbial esta sua espada em riste, não apenas de Dâmocles. Noutro número do jornal escrevia”: – Sou pelas greves, como sou por todos os meios de resistência empregados pelo fraco, pelo oprimido, em defesa dos seus mais legítimos interesses quando extorquidos pelo forte, arvorado em opressor. […] Sempre que um Patife tenta ferir a nossa dignidade ou um ladrão nos quer tirar a bolsa, é dever sagrado atirarmo-nos a ele sem olharmos às forças de que dispomos e às consequências da luta.
[…] Para os patrões burgueses que nos exploram, e nós servimos sabujamente, vai o meu mais activo ódio e a minha viva repulsa.