esquisito (cadáver)


criações poéticas em philocafé algarvio (19/02/2010 – olhão)

Se não regressar, poderei ser encontrado perdido algures entre o reino do improviso e a ilha da imaginação. Dentro de um cadáver esquisito.

bruno vilão in: palavras lacradas


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pássaros sobrevoando a tua cabeça

cadáver esquisito a dois em olhão (casa do Bivar)

de noite
muito para além da noite
o corpo não passa
o tempo não passa
tu não passas sempre à mesma hora
o nosso comboio chama-se amor
e
isso é tão complicado quanto os nossos gritos de relógios eloquentes que fazem, muitas vezes, anoitecer o meu dia
então a lua eleva-se no horizonte
o solar onde pensámos cultivar laços e amizade escorre por entre os cantos da boca no azul deste dia que havemos de recordar sempre
o teu olhar no meu sorriso
o teu andar nas minhas mãos
o teu corpo no meu corpo

espelha o nosso desejo e a ternura onde o tempo voa como pássaros tão selvagens quanto tu