uma bicicleta de papel


imagem do primeiro espectáculo de “mandrágora” – Estoril 1980 – espectáculo “auga” com base na poesia de pedro oom (“actuação escrita”, edição & etc – Lisboa)

de 1979 até hoje, os anos passaram sobre mandrágora – a associação cultural nascida em cascais – 30. quase 31 anos.
para assinalar o aniversário (ainda que tarde), foi mandado lavrar um fascículo – “BICICLETA” – que veio hoje a lume… saiu hoje da gráfica.
36 páginas recheadas de amigos e uma capa onde se pode ver a imagem de uma das suas mais recentes acções performativas acompanhada de uma frase de andré breton: “Não será o medo da loucura que nos forçará a arrear a bandeira da imaginação”.
“bicicleta” em breve circulará de mão em mão a disparar histórias de um percurso de vida associativa – a vida de um projecto cujas raízes mergulham nos velhos cafés da vila de cascais (já inexistentes).
entrementes e em paralelo, um segundo “livrinho” com um texto dramático do pintor (também ele cascaense) victor belém. o texto que deu corpo ao segundo espectáculo de MANDRÀGORA – “frankenstein em lisboa”.
em “bicicleta” (número 10 – III série), os depoimentos de: bruno vilão (presidente da associação), floriano martins e renato suttana (brasil), vitor cardeira, nicolau saião, miguel meira, fernando rebelo, fernando aguiar, joaquim simões, inês ramos, fernando faria, gonçalo mattos e manuel almeida e sousa (portugal), manuel maciá, antónio goméz, yolanda pérez herrera, javier seco e pedro sevylla de juana (espanha).

escreve (em jeito de editorial) bruno vilão: ” Mandrágora tem folhas. Folhas escritas. Tem raízes na cultura  portuguesa que não estão assentes na terra. Estão inscritas no ar, a tinta de fogo, sublinhadas a chamas de água… amontoado de cadáveres esquisitos.
Mandrágora caminha descalça por paisagens oníricas e por oásis esquecidos pela voragem do tempo. Mandrágora não perde o Norte, porque nunca o teve, e lança-se à sorte. Mandrágora fecha as pestanas para abrir a mente e grita em espasmos continuamente descontínuos.
Mandrágora tem ondas de furor invisíveis ao tacto, apenas audíveis nos corredores do abstracto. Mandrágora dança numa Lua fechada à chave, onde o curso da chuva é ascendente e onde as ideias são uma ténue neblina que nos conforta os pés.
Mandrágora não se escreve. Inscreve-se algures em nenhures, perdida no tempo, encontrada a espaços. Chamem-lhe utópica. Chamem-lhe culturalmente devassa. Chamem-lhe poeticamente difusa. Mandrágora agradece.”

e antónio gomez (uma referência no campo da poesia visual espanhola) diz: “Hace más de 40 años la curiosidad juvenil hizo que al saber la existencia de la mandrágora y sus propiedades, me preocupara en buscar información sobre esta planta. Poca pude conseguir, en mi ciudad solo contábamos con una biblioteca y salvo la descripción de la planta, sus propiedades y alguna leyenda relacionada con ella  no encontré más información.
Pasados muchos años y olvidada esta anécdota la casualidad hace que conozca una mandrágora portuguesa, de Cascais. Una mandrágora tan potente que crea adicción, desde ese momento soy un adicto a Mandrágora y todo lo que este colectivo genera.
Salud y larga vida a Mandrágora.”

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One thought on “uma bicicleta de papel

  1. PRIMEIRAS REACÇÕES:

    Caríssimo Manuel:

    Meus cumprimentos por mais esta edição da “Bicicleta”, que já vai se transformando em lenda. Para mim, é sempre um grande prazer e uma honra poder contribuir, mesmo que pouco, com esse projeto excelente.

    Mas quero receber o meu exemplar, ô se quero! Envie para mim, por favor…

    Abraços.

    Renato Suttana

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