parábola da santa mãe das bicicletas


a produção religiosa dos adeptos ciclistas é um escândalo que não deve ser combatido por adolescentes suicidas.
há quem diga que esta instituição se tornou radical e os atropelos sucedem-se.
que eles (ciclistas) recorrem ao uso de fármacos como solução final para a intuição do sagrado…

– mmmm!… mas isso, não está nas escrituras?…
– claro.

e
as conexões bulem com o cimentar de uma cultura pós-moderna, com os restos do posthistoricismo, o desleal…
bem!…
é isso mesmo.
entrementes, abro o caminho deste estado selvagem, o das ternuras e concluo:

– é no ver, no ler e no escutar de outra maneira… que nos tornamos tão especiais – to be alone with Me

sobre as nossas costas, carregamos um compromisso moral e político… será isto um desafío à autoridade? cremos que sim e não. não e sim… ou ainda; sim e sim.
e…
não e não (para quem prefere jogar com as negativas).

hoje necessitamos de um novo movimento virado para o virtual – ontem ainda andávamos de camelo e, no meio do deserto, foi-nos revelada “a santa roda” tão vital e profunda como foi a nossa experiência punk… e para os punk que nos conheceram, na altura, foi algo de analógico.

– espera!… mas isso, não está nas escrituras?…
– claro.

Supomos, mesmo, que este novo movimento massivo e massificador, que necessitamos, terá uma orientação tecnológica ou não. se não, não o terá. se sim, terá…
apetece perguntar: – que ocorre, hoje em dia, no mundo?
e
logo em seguida, responder:  – cremos ser esse ideal de muita presunção e mesmo distorcido… pois qualquer abordagem religiosa  que tenteis compreender…

não. não tenteis compreender, dificilmente percebereis o conteúdo desta parábola.

– mas… ouve lá!… isto… é mesmo uma parábola?…
– é evidente.
– ah! pois é.

bom… não sabendo o que motivou o comportamento dos discípulos… ficamos a saber, porém e pela primeira vez, que se está a tentar entender o fenómeno desde dentro.
desde dentro…
da nossa grande igreja, claro!
e
é por isso que preferimos criar uma situação na qual o fiel da nossa balança chegue a relações intimas com um outro (fiel, entenda-se), esse outro… acabará por cometer o mesmíssimo acto.

ficaram com boa impressão das nossas teses philosóphicas?
esperemos bem que sim.

que a santa roda vos acompanhe
que o sagrado triciclo vos divirta
e
que o selim santificado ampare as vossas nádegas numa pedalada em demanda de mais esta cruzada (em busca da santa manete perdida)


bem haja, quem por bem vier!