máquina para ler (inv. patafísica)


lisboa (instituto patafísico) – o gabinete de estudos avançadíssimos de tecnologias de ponta do “superior instituto de altos estudos patafísicos da nova lusitânia” chefiado pelo professor doutor richiard –  assessorado pela superior catedrática isidra – acaba de testar uma revolucionária máquina.
segundo o grandesssissimo sátrapa, a máquina pode vir a ser extremamente útil “num futuro mais que próximo” – ela (a máquina, claro) permite que qualquer indivíduo, por menos letrado que seja, possa vir a ler com certa desenvoltura um livro.
o “superior instituto de altos estudos patafísicos da nova lusitânia” deu a conhecer – através dos média – que os testes da sua máquina iriam ser realizados
e
que seriam aceites voluntários mediante uma prévia selecção…

muitos foram os candidatos.
poucos os seleccionados.

destacamos, no entanto, uma senhora professora da concorrência…
a senhora em causa confessou ao excelso catedrático que tinha dificuldades na leitura de canhenhos pedagógicos e outras publicações afins.
o teste foi eficaz. mais que eficaz. eficazissimo.
e
a senhora conseguiu em meia hora ler e compreender todos os compêndios (existentes no mercado livreiro) sobre essa controversa matéria. para além de se sentir já capaz de voltar a abraçar a pedagogia
– a pedagogia foi, sempre, para mim… como direi… uma paixão!
e
não mais disse

"a máqinha é simples. tem aquele aspecto cómodo de um secador de cabeleireiro... disse o digníssimo prof richiard