uma carta nos teus pés…


os pés não deram conta da vertigem

gritei alto pelo estreito orifício da fechadura
escalei as mais altas montanhas imaginadas na tua boca
e
juntos cavalgámos um navio de papel nos lagos calmos de nossa geografia impossível

nessa noute
nas dobras de um beijo

lemos o burburinho das vozes que o sol escurece