mais uma vez… em EDITA


que se sente ao viver com um lobisomem?

e

ela só disse: – situação complexa… a minha beleza é um troféu. marcante. a minha carne, a vitima.

com ele é diferente. é solicito. educado. em tudo contrário a um perturbado. ele compreende, como ninguém, a tendência para o suicídio

e

o desejo de viajar de bicicleta…

é ou foi assim que tudo começou… foi há muito tempo. 20 anos. de bicicleta…

os poetas (os da imagem) é que nos interessam. a palavra é exaustiva. cansa.

precisamente.

em 2012, mais um evento. apenas.

edita 2012 foi uma paisagem de desejos e reencontros cimentados há muito. voltámos a encontrar gente que se foi mantendo fiel às utopias em que acreditam. em que acreditamos.

a mail art, o poema visual, a performance, o jogo fonético, o livro de artista e a edição pelo prazer de emprestar a criatividade e a espontaneidade…

a crise e as crises… a mãe de todas as crises jamais nos afectarão

– que se sente ao viver o nosso quotidiano ao lado de um canibal?

nada em absoluto. já estamos habituados. faz parte do nosso percurso.

há os canibais e os outros

e

nós somos os outros.

os canibais jamais nos devorarão.

isso, sentimos cada vez que nos deslocamos a EDITA (desta feita, não de bicicleta – servimo-nos do comboio).

aí, em EDITA (punta umbria – espanha) queimámos uma bandeira

e desenvolvemos  a performance que oferecemos em imagens “mandragorianas” (com gonçalo mattos e m. almeida e sousa)