curiosidades da deusa éris


poste simultâneo em congregação do imaculado albatroz

éris, é a nossa deusa…!
éris é, ainda, um planeta (anão – dizem eles) conhecido oficialmente como 136199 Eris.
o nosso sagrado planeta viaja nos confins do sistema solar…
precisamente aí. no cinturão de kuiper.
dizem, os cientistas e especialistas destas coisas dos planetas, que é o maior planeta-anão do nosso sistema e, quando descoberto, ficou conhecido como o “décimo planeta”(porque 10 é igual a 5+5 – ou seja: a deusa e seu duplo. a deusa e seu “partner” que em volta do deus sol gira).
éris é bem maior que o planeta plutão (e este já deixou de ser planeta). mais…
éris é, também, um plutóide (ou seja, 1 corpo celeste composto de “gêlo” que apresenta forma esférica)

a viagem orbital da nossa deusa ronda os 560 anosdaí se infere que tenha pouco tempo para nos visitar com regularidade. serve-se muitas vezes de programas pirateados na net para mandar algumas mensagens aos papas e outros iniciados credenciados pela “divina discordeae” – o que é facto é que ela se encontra “longe para burros” (a cerca de 97 UA do sol e, a sua órbita é bastante excêntrica, como não poderia deixar de o ser).
bom… agora não nos venham perguntar mais merdas, sobretudo as que estão guardadas nas caixas de mistérios dos deuses e das deusas – cujo exemplo mais popular é a “caixa de pandora”.

MITOS que deixaram de ser mitos por serem verdades absolutas

– éris é a deusa da discórdia?…
– claro que sim!
– e o nosso planeta é o nosso planeta?…
– claro. porque o planeta (anão ou não), ao ser descoberto, lançou a discórdia entre os astrónomos quanto à definição daquilo que é mesmo, mesmo, mesmo um planeta
e
causou a perca de estatuto de plutão…
na verdade éris é famosa… sempre foi famosa. entre os gregos primeiro, entre os romanos depois, entre os nossos adeptos —–> agora.
foi ela > éris < que causou, provocou, animou, abençoou a célebre guerra de tróia.
e
é também conhecida por ser parceira de seu irmão ares (marte para os romanos) no campo de batalha.
dizem as más línguas que, quando os outros deuses se punham ao fresco por ter acabado a peleja, éris ficava. adorava curtir a carnificina…
… ainda hoje se diverte ao contemplar as misérias do quotidiano dos humanos.
um dos nomes mais sugeridos, pela corte científica, para o nosso planeta era o de perséfone, a putativa mulher de plutão.
mas a nossa deusa chegou-se á frente e, como quem não quer a coisa, deixou cair a sua maçã dourada, perfumou a sala de reuniões com o cheiro pestilento a cachorro quente
e
—–> a discórdia ganhou 2 pontos.
precisamente —–> 2 pontos.
não só o planeta se passou a chamar éris como o seu satélite ganhou o nome de disnomia – a célebre filha da nossa deusa – a filha da divina éris. a grande deusa da desordem…

nota bastante importante:como é evidente, os gregos sabiam que éris girava em torno do sol… porém a secreta família do vaticano sempre desprezou o facto. chegaram ao ponto de queimar toda a documentação que nos foi legada pelos gregos sobre a divindade que adoramos
e
foi preciso um magote de norte-americanos (cientistas) para repor a verdade dos factos.

 
ELA EXISTE
O espectro infravermelho da senhora éris – comparado com o do cavalheiro plutão – mostra semelhanças visíveis entre os dois corpos…
mas
éris é, com efeito, o maior corpo celeste conhecido  para lá da órbita do deus neptuno, logo, maior que o do senhor plutão
e
tal como este senhor plutão, o seu corpo é composto de uma mistura sólida de gelo e rocha.
os 2 podem ser vistos no cinturão de Kuiper.
mas… éris é um corpo formado na parte interior do cinturão e lançado para uma órbita mais distante devido a uma possível influência gravitacional do senhor neptuno (o deus dos oceanos).
apesar de éris se encontrar cerca de três vezes mais afastado do sol que plutão, chega a estar suficientemente perto do sol para que parte da superfície se descongele e forme uma fina atmosfera
e
é nessa altura que a deusa surge aos seus seguidores e iniciados – a nós deu-se a conhecer há dois meses
e
sugeriu-nos a criação deste blog para além de nos revelar o alfabeto mágico que apresentamos
e
que em breve será posto a circular por entre os nossos devotos – para que o usem nos seus  computadores.
 
segunda nota importante: – éris existe. mesmo. ao contrário doutros deuses que não passam de charlatães. éris, com efeito gira. move-se em torno do grande deus sol.
Anúncios

13 de maio & a cova de d. iria (*)


13 de maio
dona iria vai ao super-mercado comprar três pastorinhos de plástico.
em casa coloca-os no parapeito da chaminé e na marquise escreve poemas à grande deusa…
o sol eclipsa-se
um trovão
muita chuva – quase diluviana – e um monge zen paira no céu plúmbeo

-ho ho ho

disse o monge zen

– milagre! milagre…!

gritou dona iria
e
abriram-se covas.

jc dança, agora, sobre a mesa da última ceia

a grande deusa contempla-o

diz a deusa éris – não podes fazer isso…
diz jc – posso!…
diz a deusa éris – não. não podes!
diz jc – até posso fazer a minha mãe aparecer na cova da dona iria.
diz a deusa éris – ah ah ah…. és um arrogante de merda… na cova não foi a tua mãe que apareceu, foi o monge zen. o que revelou os cinco segredos. 5 é o número
e
não mais há que 5
porque 5 é a revelação da discórdia

é aqui que o monge zen passa e diz:  fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… fnord… os relógios saem do teu bolso
radiantes
e
gozam como cemitérios cercados por fadas que se prostituem por pouco dinheiro
cemitérios rasgados pelo marfim de tuas pernas

as almas erguem-se ao ritmo de uma litania
as almas erguem-se por entre urtigas

e o tempo parou para a satisfação de todos

é então que na cova da dona iria nos manifestaremos contra a ordem estabelecida
e
provocaremos o
KAOS DOCE

(*) publicado em simultâneo com a “republica das santas bicicletas


recordando o “segredo revelado”


 

 

a santa escritura "circular" - também conhecida por "divina parábola ciclista"

 

“O SEGREDO REVELADO”

Muito se tem escrito, falado, especulado, sobre a questão de a Bicicleta ser o verdadeiro Oito, símbolo claro do infinito. E de o Triciclo ser a figura terrena do Oitenta. Vamos clarificar o assunto, descriptar de uma vez por todas o misterio magnum que muitos pensadores, de maneira inteiramente artificial e abstracta, falha de realidade, têm tentado – com que nebulosas intenções? – colar no selim, digamos assim, destes dois bípedes que não são tão maquinais nem animais como alguns querem fazer crer.

 

 

o santo retábulo velocipédico

 

O primeiro autor, desnecessariamente pós-moderno, que se debruçou em cima das concepções velocipédicas, da forma nebulosa e entaramelada philosóficamente que lhe era própria, foi o antigo pensador pedestre Edmundo Pedal Carmelo, que numa série, hoje felizmente já esquecida, de trechinhos dados a lume no vespertino “O Chasso”, tentou apresentar a Bicicleta como uma emanação secundária do caldaico Carrinho de Mão, ou mesmo da egípcia Cadeira de Rodas.

 

 

as santíssimas rodas

 

Nada mais falso. Nada mais ridículo. Se assim fôsse, como encarar o seu rebento Triciclo? Como uma espécie de composição a partir da grega Trotinete? Por este exemplo se vê quanto o pensamento daquele locubrador era esquipático e inteiramente irrazoável.

A seguir veio um outro cicrano tentar a sua sorte especulativa: refiro-me a Eduardo Guiador, que se pretendeu apresentar como uma espécie de guru dos que nos tempos modernos tentavam de forma aleatória entrar arbitrariamente na Volta a Portugal e mesmo no Tour de France. Este, no tom entre o melífluo e o titubeante que o caracterizava, saiu-se com esta proposição inteiramente estapafúrdia, salvo melhor opinião: “A Bicicleta tem características de tal forma estranhas que, entre nós, mais tarde ou mais cedo alguém lhe colocará um motor a gasolina. Defendo a tese de que, por cá, uma bicicleta terá de ser sempre uma Motocicleta, não temos categoria para mais!”.

 

 

os três santos parafusos - ou a trindade da rosca

 

A desmentir o raciocinador em apreço, que neste postulado mostrou a sua “falta de pedalada”, verificou-se logo de seguida a entrada em cena do Tandém, geralmente impulsionado por três ou mais entusiastas da circulação adequada. Precisamos de outro exemplo para provar que o indivíduo a que nos reportamos mais uma vez, como sempre, viu curto e viu mal?

 

 

a divina cremalheira

 

Porque a Verdade, verdadinha e sem confusões, é esta: a Bicicleta, o Triciclo e, por último, o Tandém formam uma unidade trina, especular, material e espiritual, absolutamente consistente e inteiramente para além das côxas filosofias dos que não têm verdadeira pedalada que os leve na direcção da Realidade (pedalam em seco).

A Santa Milha seja convosco.

Frei Agostinho D’Etapas”

querem queimar 23 exemplares da “bicicleta”


o papa bactriaciclica XVI está louco!!!?.... vai queimar as nossas sagradas revistas. temos de actuar e já! a revolta segue a todo o vapor!!!!!

a indignação do mundo ciclista pela iniciativa do papa bactriaciclica XVI de queimar 23 revistas “bicicleta” (23=2+3=5), materializou-se ontem em tavira e outras 23 cidades do país. os manifestantes ameaçaram, mesmo, atacar bases militares do território.
em faro, pelo menos 10.000 manifestantes – liderados pelo sumo cardinal dr. bivar – participaram nos protestos à saída do templo ciclista (depois de ouvido o sermão que celebrou o primeiro dia do jejum da grande corrente).
na sequência desta acção popular, um dos manifestantes foi transportado de urgência para o hospital da cidade e vários ficaram feridos ao tentarem, com fundas artesanais, apedrejar um templo ciclista ortodoxo.
uma viragem de opinião de última hora não foi descartada… já que o tristemente célebre papa bactriaciclica XVI condiciona, agora, a sua fanática queima de exemplares da revista “bicicleta” a um encontro com o grandessissimo sacerdote alcor X (responsável pelo projecto de construção do centro cívico ciclista no lugar das duas maçãs de éris na zona zero).
com efeito, o papa bactriaciclica XVI pretende que o centro cívico não seja – aí – construído. o seu desejo é que, como qualquer ortodoxo, sobre as ruínas das bicicletas gémeas nada floresça…
segundo o papa bactriaciclica XVI (em conferência de imprensa e à pressa) o gradessíssimo sacerdote alcor X enviou-lhe, há momentos, um sms que rezava assim: “looool pq essa cena. tá se bem. o centro vai p lugar das 5 maçãs =) <3 (.)”

nem eu sei… o que foi isto



……
……….
……………..
………………….
……………………..
………………………….
™è1oï{5SZéøÎM O W UdıR◊∂;Œ$ùPZ7
%ΩÀ‘[kl˘R  t∞4ºìH≈E1æõ]∏å ¯Ì^
Lfló˚yêÿøL|” íñ›£Q Q‘\ UH
$Ü“r;EªTfi†W=¥:Âp

ßy “—∏:·;∏P0ä;
oè ŸΩÂ∏fö ©

õ  i ∑ ∫

©

ritos papais - aqui: "o sábio cala-se & a verdade fala por si"

˝W  .j˘∂Æ  ¿üNπB \∆Ç\IÏ 4¥£ºá∂¿\ _oçzç£À &˙}
ßÃ…2tË ªwÍ>›Mèáfi\N I€ëfiU´;¸°À2ÙÈ”›Æ
^%áë£é€Ÿı1’€πKkʈΠ„Múı ]Ò ˚u%z
≠r—Ù)é“ Ò˙4ìˇ ó]Ãůàv ∞d4jQ  µçÍZ“
ÎQJmÛyA á )p¯· õ—M&%>o+¢˜j$
˚NıÿÑ ÷.F ~G}±r ÒÒâî… ZQ#
RX‹§_O6˝K≠iÅ$‹í„˜•íÙ≤
uYTKgf2 ‹J [B qß« K¯
úπ‰1D≤Ö  d∏ `fi
M ## T2aAÃgπ{
≠H˜ù˙çaa,”4
¥s⁄ Q»∑` ≥
™±n(‰
® óP

parábola da santa mãe das bicicletas


a produção religiosa dos adeptos ciclistas é um escândalo que não deve ser combatido por adolescentes suicidas.
há quem diga que esta instituição se tornou radical e os atropelos sucedem-se.
que eles (ciclistas) recorrem ao uso de fármacos como solução final para a intuição do sagrado…

– mmmm!… mas isso, não está nas escrituras?…
– claro.

e
as conexões bulem com o cimentar de uma cultura pós-moderna, com os restos do posthistoricismo, o desleal…
bem!…
é isso mesmo.
entrementes, abro o caminho deste estado selvagem, o das ternuras e concluo:

– é no ver, no ler e no escutar de outra maneira… que nos tornamos tão especiais – to be alone with Me

sobre as nossas costas, carregamos um compromisso moral e político… será isto um desafío à autoridade? cremos que sim e não. não e sim… ou ainda; sim e sim.
e…
não e não (para quem prefere jogar com as negativas).

hoje necessitamos de um novo movimento virado para o virtual – ontem ainda andávamos de camelo e, no meio do deserto, foi-nos revelada “a santa roda” tão vital e profunda como foi a nossa experiência punk… e para os punk que nos conheceram, na altura, foi algo de analógico.

– espera!… mas isso, não está nas escrituras?…
– claro.

Supomos, mesmo, que este novo movimento massivo e massificador, que necessitamos, terá uma orientação tecnológica ou não. se não, não o terá. se sim, terá…
apetece perguntar: – que ocorre, hoje em dia, no mundo?
e
logo em seguida, responder:  – cremos ser esse ideal de muita presunção e mesmo distorcido… pois qualquer abordagem religiosa  que tenteis compreender…

não. não tenteis compreender, dificilmente percebereis o conteúdo desta parábola.

– mas… ouve lá!… isto… é mesmo uma parábola?…
– é evidente.
– ah! pois é.

bom… não sabendo o que motivou o comportamento dos discípulos… ficamos a saber, porém e pela primeira vez, que se está a tentar entender o fenómeno desde dentro.
desde dentro…
da nossa grande igreja, claro!
e
é por isso que preferimos criar uma situação na qual o fiel da nossa balança chegue a relações intimas com um outro (fiel, entenda-se), esse outro… acabará por cometer o mesmíssimo acto.

ficaram com boa impressão das nossas teses philosóphicas?
esperemos bem que sim.

que a santa roda vos acompanhe
que o sagrado triciclo vos divirta
e
que o selim santificado ampare as vossas nádegas numa pedalada em demanda de mais esta cruzada (em busca da santa manete perdida)


bem haja, quem por bem vier!

a santissima empilhadora


a santa empilhadora…
… ora a santa empilhadora, quebrou tudo o que lhe fez frente no templo.
foi no algarve. em faro.
um acto poético – “a destruição é, em si, um acto criativo”
já o dizia bakunine
a senhora das bicicletas assumiu a pasta das  empilhadoras
e
deu uma nova dinâmica à nossa santa igreja (até mudamos de nome)
“santa igreja das bicicletas do sétimo dia e das empilhadoras de todos os tempos poéticos”
para a empilhadora, hoje canonizada pelo papa ciclista abu ciclobus, “tudo não passou de uma aventura” – disse
e mais disse:
– a partir de hoje vou actuar como uma verdadeira poetisa. destruirei todos os vendilhões do templo como me foi ensinado nas escrituras…
e
depois de passar o “santo óleo” nas pálpebras… digo; faróis… jamais serei quem sou. e vocês, poetas deste país, apoiem o homem que me guiou nesta cruzada contra os infiéis.


viva a santa guerrilha!
viva a “santa igreja das bicicletas do sétimo dia e das empilhadoras de todos os tempos poéticos”