a apoteose dos cretinos


Santiago Sierra – “vivimos la apoteosis de los cretinos” – o artista espanhol “ataca” com novos projectos que arrasam políticos e a corrupção que grassa no estado espanhol

santiago-sierra-4

um dos projectos antigos NO (não)

4

esta semana nas ruas de madrid

desfile

o vídeo do acto de Santiago Sierra em Madrid

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é já amanhã


Mandrágora Centro de Cultura e Pesquisa de Arte
em colaboração com
Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul

apresenta:
1 espectáculo infantil

“ERA 1 VEZ 2 HISTÓRIAS DE 1 SÓ VEZ”

Estreia do espectáculo no dia 1 de Março pelas 21:30.
Reposições dias 3 e 10 de Março pelas 11.00 horas e dias 4 e 11 de Março pelas 16.00 horas
na Sociedade Guilherme Cossoul – av. D. Carlos I – 61 – 1º andar Lisboa

Elenco: Eunice Correia, Gonçalo Mattos, Ricardo Oliveira
Apoio: Bruno Vilão, Sandra Simões e Diana Cipriano
Produção: Mandrágora – Centro de Cultura e Pesquisa de Arte
Texto e Encenação: Manuel Almeida e Sousa

em tavira… foi assim


manuel almeida e sousa em "armapalavra" - TAVIRA - um projecto de "artalaia"

texto da conferência (a partir de fragmentos da peça dramática de m. almeida e sousa – “rosbife.ponto.come-se”):

Penso adaptar-me a esta nova situação com alguma facilidade.
Disseste tu.

 –  Foi no momento em que o comboio cruzou o espaço numa rapidez algo desesperante.
    estavas obcecado
        pela poesia das máquinas.

 – Eu não disse nada.
        Melhor: Disse pouco.
disse: – como foi possível!?…
e continuei: – segundo o novo paradigma, a consciência foi primeiro e a evolução depois
    estamos perante uma situação que
                sem dúvida
    dará lugar a uma espécie de revolução
    uma revolução de insuspeitas consequências
        não só no mundo da ciência
        mas também em todos os aspectos da vida.

– Estamos a bordo da Nova Era
                                    a Era
        do mundo aberto ao meio…
        um mundo aberto a um Eu e
        capaz de desempenhar o seu papel a nível superior.
Cada meta que a humanidade alcança é um novo começar     
e
    a totalidade da história, não é mais que…

    uma máquina para gerar e gerir sonhos lúcidos.

 – Uma máquina…
        revela toda a complexidade, toda a riqueza.
            Tantos conflitos…
                    secretos?

 – Aos quinze anos éramos parcos em palavras…
        durante largos períodos parecíamos mudos.
        e
    a tua poesia deslizava por caminhos de dupla identidade.
    Uma identidade cruzada
        indiciadora de um quase ajuste de contas.

 –  Escrevia-a, nessa altura, nas carruagens de 3ª classe. Resultava uma escrita trémula, reveladora de um carinho profundo, umbilical…
disseste.
e
continuaste:
 – Uma escrita forte. Tão forte como incomunicável, tão centripta como absorvente.

 –  Nunca pensei nisso. assim…

 – Mas era.

 –  talvez…

 – Uma escrita herdeira de mundos limitados…
                    enclausurados
                    domésticos
                    obscuros
    o retrato da penumbra
  de arquitecturas populares
    a ruína
    o mal passar nas fábricas
    a sordidez que chega no limite da fuga…

 –  Os bancos da 3ª classe eram de pau. duros.

 – Os poemas apresentavam-se de forma magnífica.

 –  Disse-os uma vez no café da estação.

 – Estou lembrado.

 –  Disse: – O pensamento é contagioso, vicioso, viral.

 – Ah!…
        A magnífica forma de como a voz se transformava…

 –  Outras não.

 –  Outras vezes pode existir uma causa objectiva que afecte uma situação, mas a verdade voluptuosa acentua os danos a partir do pensamento…

 – Os arquétipos que se manipulam ultimamente em literatura interessam-me pouco.

 – O pânico, sim.

 –  O pânico…?

 – Claro, o pânico.
        Ah!…
            e o caos.

– Sim, o pânico e o…

 –  O pânico…

 – O pânico produz-se tal como uma concupiscência gostosa na nossa própria carne.
O pânico reproduz-se no tumulto como uma substância primitiva.
É uma energia telúrica que nos envia às origens remotas da vida.

– O pânico é um aditivo extraordinariamente eficaz, determina condutas implacáveis e momentos únicos…
        deslumbrantes
        uma enorme copulação terrorista!…

LINGUAGENS VISUAIS NA POÉTICA INTERNACIONAL


O XVIII Congresso Brasileiro de Poesia, teve início no dia 25 de Outubro e terminou a 29, incluiu a XV MOSTRA INTERNACIONAL DE POESIA VISUAL, este ano organizada por Fernando Aguiar, o qual deu o título de “LINGUAGENS VISUAIS NA POÉTICA INTERNACIONAL”.

As 3 primeiras Mostras Internacionais de poesia Visual integradas no Congresso Brasileiro de Poesia (1996-1998) foram organizadas pelos poetas Hugo Pontes (que coordenou a secção de poesia visual brasileira), Clemente Padin (América do Norte, Central e América do Sul) e por Fernando Aguiar (Europa e Ásia). Posteriormente as Mostras foram organizadas sobretudo por Hugo Pontes que manteve activa esta importante componente do Congresso.

A convite de Ademir A. Bacca, Fernando Aguiar fez uma selecção de obras de importantes poetas, sobretudo europeus (França, Espanha, Itália, República Checa, Inglaterra, Hungria e Alemanha) mas também do Canadá, Uruguai, Chile, Cuba, Estados Unidos da América e, claro, do Brasil e de Portugal, que foram apresentadas na Galeria do S.E.S.C.

heis a listagem dos poetas incluídos na Mostra: Julien D’Abrigeon, Mark W. Sutherland, Bartolomé Ferrando, Giovanni Fontana, Antonio Goméz, Jirí Kolár, Arrigo Lora-Totino, Nobuo Kubota, Paula Claire, Julien Blaine, Guillermo Deisler, Paul Nagy, Clemente Padin, Crag Hill, Luciano Ori, Carla Bertola, Alberto Vitacchio, Carol Stetser, Hartmut Andryczuk, Karel Trinkewitz, Jeremy Adler, Uwe Warnke, Artemio Iglesias e Karl Riha.

Do Brasil estiveram representados Artur Gomes, Hugo Pontes, Rodolfo Franco, Joaquim Branco, Avelino de Araújo, Álvaro de Sá, Philadelpho Menezes, Arnaldo Antunes e Paulo Bruscky. Os portugueses: António Barros, Emerenciano, Avelino Rocha, Salette Tavares, Antero de Alda, Armando Macatrão, Ana Hatherly, E. M. de Melo a Castro, Manuel Almeida e Sousa, Alberto Pimenta, António Aragão, José-Alberto Marques, Abílio-José Santos, César Figueiredo, Gabriel Rui Silva, António Nelos e António Dantas.

O Congresso Brasileiro de Poesia decorreu na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, Brasil, que este ano homenageou o poeta Ferreira Gullar – em simultâneo, decorreu o XVIII Encontro Latino-Americano de casas de Poetas.

poema da série “certas escritas” de manuel almeida e sousa